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Inseticidas oriundos de plantas no combate à lagarta do cartucho

    A lagarta do cartucho do milho, Spodoptera frugiperda é considerada a mais importante praga da cultura no Brasil, devido aos elevados prejuízos econômicos, rápido desenvolvimento e a grande diversidade de hospedeiros, possibilitando assim sua rápida disseminação e multiplicação.

    A praga está distribuída pelo continente Americano, em especial nas regiões de maior temperatura, e em diferentes países da África. Foi registrada também na Ásia, na Índia, e recentemente formalizada sua ocorrência na China. No Brasil, a praga pode ser encontrada em todas as regiões produtoras de milho.

    É uma espécie polífaga, atacando cerca de 100 espécies vegetais, como milho, trigo, arroz, soja, feijão, algodão, tomate, entre outras. Esta grande diversidade de plantas hospedeiras, associada ao seu rápido desenvolvimento e elevado potencial de ocasionar prejuízos econômicos faz da S. frugiperda uma das mais importantes espécies pragas na agricultura.

    Para o controle o que mais vem sendo utilizado são os inseticidas químicos e inseticidas sintéticos. Porém, deve haver muito cuidado na hora de se utilizar esses recursos na plantação. Isso porque, se forem usados de forma inadequada, podem gerar consequências para os trabalhadores, para a lavoura, para o consumidor e até mesmo para o meio ambiente. Além de aumentar o custo da produção pode ser ineficiente devido o posicionamento da lagarta em relação à planta do milho o produto se for de contato não tem acesso à lagarta.

    O controle de pragas na agricultura não precisa ser feito de forma obrigatória ou exclusiva com produtos químicos. Os métodos modernos de controle de pragas nas culturas buscam medidas alternativas, que combinam várias ações e princípios químicos e biológicos. Muitas experiências realizadas em várias partes do mundo e com várias culturas, tendo como base a diversidade de alternativas, mostraram-se eficientes, inclusive nos segmentos agrícolas mais competitivos.

    Dessa forma surgiu o interesse em investigar os efeitos de ingredientes ativos das plantas Diplokeleba floribunda e Microlobius foetidus quanto às suas propriedades  inseticidas, na forma de extratos do caule, folha e fruto, quando adicionados na dieta artificial de lagartas S. frugiperda em diferentes concentrações.

    As plantas em estudo são da região de Chaco pantaneiro, podendo ser encontradas em cidades como Corumbá, Porto Murtinho no estado do Mato Grosso do Sul, ambas são popularmente conhecidas como inseticidas.

    Através de ensaios biológicos realizados em ambiente controlado e adicionado diferentes concentrações de extrato as dietas artificiais foi possível verificar através dos resultados encontrados que os extratos além de muito promissores, demonstram um potencial muito grande da utilização do extrato das folhas de ambas as plantas como larvicida.


Danielle Beatriz de Lima Soares

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