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Conhecendo os escorpiões e evitando acidentes.

Provavelmente você conheça ou já ouviu falar de alguém que tenha sofrido um acidente de envenenamento por escorpião. De fato, diversos escorpiões podem causar envenenamento em humanos e animais domésticos, mas será que todos os escorpiões são venenosos? E o que fazer e não fazer se for picado por um escorpião? Como evitar a proliferação e os acidentes com escorpiões?

Os escorpiões, juntamente com as aranhas, carrapatos e ácaros, pertence a um grupo de animais chamados de Arachnida, apresentam 8 pares de pata e corpo dividido em dois segmentos (abdômen e cefalotórax), destaca-se nos escorpiões uma estrutura chamada de télson, onde se localiza as glândulas de veneno. Na verdade o termo venenoso é empregado erroneamente a esses animais, uma vez que possuem uma estrutura inoculadora, são melhor denominados peçonhentos e nem toda espécie apresentará o télson especializado para a inocular a peçonha.

Fonte: Conhecendo os escorpiões: um guia para entender como prevenir os acidentes com escorpiões. 2021. Autor: Malson Neilson de Lucena.

Apesar de todos possuírem glândulas de peçonha, apenas cerda de 25 dos mais de 2000 espécies já identificadas em todo o mundo são potenciais causadores de acidentes. No Brasil, são descritos aproximadamente 160 espécies, sendo da família Buthidae e do gênero Tityus os causadores de acidentes no pais.

São considerados de importância para a saúde devido o fato de serem registrados mais de 1,5 milhão de  casos de escorpionismo anualmente no mundo. Os acidentes acontecem geralmente à noite e na própria casa da vítima, os grupos mais vulneráveis e que apresenta maiores taxas de letalidade são as crianças, adolescentes e idosos, o principal sintoma do envenenamento é dor, inchaço e vermelhidão local, casos com sintomas graves são a minoria, onde ocorre uma forte reação inflamatória que evolui os sintomas.

Fonte: Conhecendo os escorpiões: um guia para entender como prevenir os acidentes com escorpiões. 2021  

Ao identificar a ocorrência de um acidente com escorpião, limpe o local com água e sabão, aplique compressas mornas e procure orientação no serviço de saúde mais próximo (Unidade Básica de Saúde, pronto socorro, hospitais) e de forma alguma amarre ou faça torniquete para isolar o local, nem corte ou queime o lugar da picada e não aplique qualquer substância sobre o local, nem tapem com curativos, pois essas atitudes podem favorecer infecções e agravar o quadro.

Os acidentes vêm apresentando altas ocorrências em ambientes urbanos devido a perda de habitat e a capacidade adaptativas dos escorpiões, desta forma, atitudes simples podem contribuir para evitar a proliferação como evitar acúmulos de entulhos, lixo doméstico e folhas secas, esses ambientes são favoráveis para a proliferação, realizar limpezas periódicas em jardins, ralos do chão, além de conservar seus predadores naturais como sapos, corujas, lagartos entre outros.

Para evitar acidentes domésticos com escorpiões, lembre se de sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, usem luvas e calçados para trabalhar no campo, manusear entulhos, troncos e pedras e não faça queimadas, pois sem habitat natural, aumentam as populações urbanas dos escorpiões, acarretando maiores chances de contato e acidentes domésticos.

Um mito em relação aos escorpiões é o de acreditar que quanto maior for a espécie, mas perigosos será, um dos maiores escorpiões do mundo pertence a uma espécie africana Pandinus imperator que atinge cerca de 15 cm, entretanto, espécies como Tityus bahiensis e Tityus serrulatus, presentes no Pantanal brasileiro, medem apenas 6 cm e possuem uma toxina bem mais nociva.


Laís Corrêa de Lima


Referência Bibliográfica

Conhecendo os escorpiões [recurso eletrônico]: um guia para entender como prevenir os acidentes com escorpiões/organizador: Malson Neilson de Lucena. – Campo Grande, MS: Ed. UFMS, 2021. 

Dados de acesso: https://repositorio.ufms.br 

Bibliografia: p. [27-28]. ISBN 978-65-86943-51-1

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